Lili Carabina

I am as green chili... Spiced, but full of flavor. I am the aggressive and invading perfume that comes from night jessamine in the cold dawns. I am as the bad weed that insists on rebirth as often as its life is taken. I am the eyes of the cat in the darkness. I am the breath of the dragon... I am the mouth that bites and kisses. I am the hand that caresses and slaps. I am what I am and nothing else...

My Photo
Name:
Location: Brasília, DF, Brazil

Sou como o chili verde... Picante, mas saboroso. Sou o perfume agressivo e invasor que vem das damas da noite em madrugadas frias. Sou como a erva daninha que insiste em renascer tantas quantas forem as vezes que lhe tirem a vida. Sou os olhos do gato em meio a escuridão. Sou o sopro do dragão... Sou a boca que morde e beija. Sou a mão que afaga e esbofeteia. Sou o que sou e mais nada...

Monday, April 04, 2005

Pétalas de rosas


Ontem derramei uma caixa

de pétalas vermelhas sobre meu leito

E assim a vida se encaixa

Troco os lençóis onde me deito

Mas o perfume de outrora

Marcante e de intenso rubro

Teima em não ir embora

Sufoca-me quando me cubro

Madrugada fria

Gélida de afago

Leva de mim a alegria

Transforma meu peito em lago

Volta alegria minha

Que a vida não é brinquedo

Essa sina mesquinha

É do que mais tenho medo

Devolve ao meu coração

Desejoso de um menino

O gozo desta canção

Que me regala o destino


Saturday, April 02, 2005

Impregnating...


A scent of ancient flowers impregnates my clothes, life and spirit, now... It absorbs sights from the past and future turning everything into a clear and bright present. Present of amazing consistence... Fluid and warm consistence. I can smell it in my hair while I swim in deep blue sky iluminated by thousands of "starts"... Are those my teeth or my tears... I guess a hint of each one of them... They taste salt and sorrow... Honey and hope... The shocking mix between pure turquoise and sunshine... Freedom of a horse's heart, electricity of cat's muscles, strenght of the oceans, purity of a morning dove's chant. Oh, come sweet scent... Take place in my life and impregnate my soul with your good wishes.

Monday, March 28, 2005

Quereres...

Quereres são ferozes traças residentes em um carcomido buraco escuro do coração...
Por baixo de fotos rasgadas, cartas não enviadas, bilhetes de loteria em branco, brincos sem par, pacotes rasgados de preservativos e sorrisos amarelos de "Bom dia..."
Quereres são a prova do crime de batom em cálices calados pelo vinho, colarinhos de camisas com aroma de loção pós-barba, halls preto e olhar 43.
Quereres se escondem por baixo das rendas, cetins e botões que estão no cesto da lavanderia e na ponta da caneta da menina que copia a lição do quadro negro.
Quereres se alimentam dos ais sufocados, culpa e insônia. Quereres bebem lágrimas e sangue.
Quereres mastigam hipóteses e mordiscam partes íntimas, enquanto tomam uma xícara de café forte em uma sala de estar qualquer.
Quereres temem a luz e músicas de consultório... Adoram elevadores e buracos de fechadura.
Quereres riem o riso ácido do ciúme e choram a doçura do amor.
Quereres se calam em calafrios febris... Em preces vãs...
Quereres se esvaem no tesão de cada dia... Amém.

Eu só quero chocolate...


No domingo em que os cristãos comemoram a Ressurreição de Cristo, milhares de pessoas vão se deliciar e soltar suspiros de prazer com os mais variados ovos de páscoa. Uma sensação tão maravilhosa que faz alguns se sentirem flutuando num paraíso terreno, tal e qual um dos personagens de Garcia Marquez em "Cem anos de Solidão", que levitava a cada vez que bebia chocolate. Esta tradição de se ofertar ovos como presente é bem anterior à religião cristã.

Desde muito tempo atrás, para diferentes povos, o ovo representava a criação e a fecundidade. Comumente eram pintados e oferecidos aos amigos nas ocasiões festivas. A adocão dos ovos como símbolo da Páscoa está ligada ao fato de que o ovo, aparentemente morto, contém uma vida que aparece subitamente.

O surgimento do ovo de chocolate na Páscoa se deu a partir do Séc. XVIII, em substituição aos ovos duros e pintados que eram escondidos nas ruas e nos jardins para serem caçados. Foi uma descoberta fabulosa dos confeiteiros franceses que inventaram esse modo atraente de apresentar o chocolate.

E nós podemos ir mais longe ainda prá conhecer o surgimento dessa iguaria gourmet! Era uma vez uma semente mágica, doce e amarga ao mesmo tempo. Moída e temperada, essa semente perfumava uma bebida da qual um imperador asteca saboreava cinquenta taças por dia.

Naquele tempo eles não sabiam que essa semente provocaria uma quantidade enorme de adoradores ao redor do mundo, extasiados pelo sublime prazer adocicado. Essa maravilha ao paladar dos apreciadores tem sua origem em termos astecas e maias. Foram esses povos que descobriram a semente de cacau, no México, e criaram uma pasta a qual misturada com água se transformava numa bebida fria e espumante: o Tchocolath. Passado algum tempo, incorporaram especiarias como pimenta e gengibre conferindo-lhe um gosto amargo que eles apreciavam bastante.

A Cristovão Colombo foi oferecida essa bebida mas ele nem chegou a provar, tão absorvido que se encontrava com a conquista do novo mundo! Coube a um outro espanhol que participava da sua fragata o direito de experimentar e de anos depois divulgar a semente do cacau na Espanha.

Inicialmente, o chocolate não seduziu o povo espanhol. Dez anos depois de sua introdução naquele país, alguns monges retiraram a pimenta e o gengibre que davam o amertume, substituindo-os por canela, baunilha e depois pelo açucar. O chocolate era, então, tido como afrodisíaco e até mesmo como detentor de poderes curativos. Passaram-se 100 anos até que os europeus de outros países descobrissem e se apaixonassem pela iguaria.

O cacau foi introduzido no Brasil em meados de 1700, atingindo o apogeu um século depois quando cerca de 90% da produção era para a exportação. A expansão do cacau no Brasil tem uma história tumultuada com os ricos e poderosos "Coronéis do Cacau" controlando o comércio e invadindo e fazendo aquisições ilícitas de terras. Essa situação perdurou até as primeiras décadas de 1900. Hoje, o país é o maior produtor da América Latina e um dos maiores do mundo ao lado da Costa do Marfim, de Gana e do Equador.

O uso de chocolate na culinária universalizou receitas de diferentes países. Conhecemos a Mousse de Chocolate e as Trufas francesas, a torta alemã Floresta Negra, a austríaca Torta Sacher, o Fondue au Chocolat suiço, e, evidentemente, o Brigadeiro brasileiro.
Chocolate em inglês, espanhol e português; Chocolat em francês; Cioccolato em italiano;Schokolade em alemão; Chokolade em russo, Socolata em grego; Choklad em sueco. Não importa o idioma todos se compreendem quando se trata desse produto gastronômico.

Sunday, March 27, 2005

Of course, my horse!

Essa foi a primeira coisa que escutei antes de começar a postar aqui... Disse... Deixa ver o que quero escrever em primeiro lugar. Bombonzinho (meu love) soltou um: Of course, my horse!
Para quem me conhece bem, não é nenhuma ofença visto que sou mesmo metade cavalo, sagitariana de coração. Além disso minha vida gira em torno desse animal. Sou fisioterapeuta especialista em Equoterapia, que vem a ser a terapia que utiliza o cavalo como instrumento para habilitação/reabilitação de pessoas portadoras ou não de alguma deficiência.
Pois zé... Portanto pode me chamar de cavalinho, sim. Só não vale apelar para eguinha pocotó, ok?